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Ha mais de 100 anos presente em Belo Horizonte Na década de 1870, chega ao final a guerra Franco-prussiana. Na província da Alsacia, França, a pequena cidade de Sargemines, por força do tratado de paz, se torna território do primeiro reich, sendo anexada a Alemanha. Arthur Haas, o caçula e décimo terceiro filho de Daniel Haas e Stella, não aceita a cidadania Alemã e resolve dar novos rumos à sua vida. |
Sua primeira opção era a Rússia, já que seu pai participara da revolução napoleônica como Interintendente do exercito Francês, indo na vanguarda, comprando provisões. Daniel Haas deixou boas relações na Rússia, o que abriu varias portas. Arthur chegou até Moscou, mas o frio e falta de recursos o trouxeram de volta a Paris.
Restava uma alternativa: o Brasil, mais precisamente Belém do Pará. Aquela região vinha se destacando economicamente em função do `boom da borracha`. Vários de seus irmãos já se encontravam em Belém, comercializando o produto. Logo ao desembarcar um golpe de sorte: ao entrar em um casino resolveu jogar roleta - ganhou, e não foi pouco. Imediatamente se dirigiu ao navio que o trazia da França, comprando uma extensão da passagem para o Rio de Janeiro.
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Maçom que era, recebeu valioso apoio da organização e em particular do Grão Mestre, Emanuel Liebman, com cuja filha Mathilde viria em breve a se casar. Neste período de sua vida, surgiu a oportunidade de se juntar à Comissão Constructora da nova capital mineira. Arthur Haas se mudou com a mulher para Curral Del Rey, atual Belo Horizonte. Corria o ano de 1894. Era 7 de Setembro quando Arthur inaugurou sua loja de comercio com a razão social `A Constructora`, no ramo de ferragens, carroças e material de construção. O local escolhido foi a praça da matriz da Boa Viagem, onde iniciara suas atividades e ainda hoje, mais de 100 anos depois, está a concessionária Casa Arthur Haas. A firma é sem duvida uma das mais antigas concessionárias GM do país. Arthur e Mathilde tiveram 6 filhos. Luís, com o melhor timbre comercial, foi o escolhido para ser o sucessor. |
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Em 1924 a firma se torna distribuidoras Ford, evoluindo de hipo-viaturas para caminhões automóveis e tratores. Porém em 1926, Henry Ford com fortes tendências anti-semitas, determinou o cancelamento sumário de todos os agentes de ascendência judaica. Arthur, no mesmo ano, se associou ao Coronel Ribeiro passando a representar a General Motors com franquias Chevrolet e Oackland. Durante a Segunda guerra mundial os negócios sofreram uma forte retração agravada pelas pressões anti-semitas vigentes na época. A firma atravessou a guerra escorada na venda de algumas peças de reposição, pneus , combustível e lubrificantes. Terminada a guerra, novos ventos sopraram, e a firma passou a vender automóveis pós-guerra e CXO-CKD de caminhões. |
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Passados 111 anos a Casa Arthur Haas, instalada em uma área construída de 30 mil metros quadrados, conta com 190 funcionários, vende de 120 - 130 carros novos por mês e registra um movimento diário de 120 veículos na oficina. Com Emmanuel na Presidência, e Luiz Felippe, seu irmão, na Diretoria Comercial, a concessionária esta passando pelo seu terceiro processo sucessório e caminhando para a quarta geração do fundador. |
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